Dia do Técnico e Auxiliar de Enfermagem: “profissão de carinho e amor”

Dia do Técnico e Auxiliar de Enfermagem: “profissão de carinho e amor”
“É uma profissão de carinho e amor. Tem também muita gratidão, momentos bons, e claro, alguns momentos difíceis”, diz a representante dos técnicos e auxiliares de Enfermagem do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop), Dariane Barbosa da Silva, que ressalta as dificuldades e conquistas da profissão, no Dia do Técnico e Auxiliar de Enfermagem, comemorado hoje. “Eu ingressei no Huop em 1994. Nessa época não havia o Estatuto do Idoso ou da Criança e Adolescente, ou seja, não existia o direito do acompanhante. Todos os pacientes dependiam do nosso cuidado, e é impossível deixar de se sensibilizar, porque quando isso acontecer, é hora de mudar de profissão. Para mim, a Enfermagem como um todo é resumida em uma palavra, é um ato de amor”, enfatiza.

Pela primeira vez o Huop tem uma representante dos técnicos e auxiliares na Direção de Enfermagem, e para Dariane, isso significa uma grande conquista. “É extremamente importante pois agora temos voz e posso argumentar, para que todos sejam atendidos da mesma forma”, diz.

Quem também comenta sobre as mudanças e a gratidão em ser técnica, é Nivea Elizete Liell, que ingressou em 1996 no Huop. “Passamos por muitas mudanças e sou imensamente grata. Apesar dos momentos difíceis, nosso local de trabalho é a nossa segunda família, e é por onde passei muitos momentos bons”, ressalta.

Essa paixão pela profissão é enaltecida por Jeni Hotz, que tem uma trajetória de 29 anos no Huop, e destes, 24 anos, esteve atuando na UTI Neonatal. “Eu amo quando os bebês vão para a casa. É muito emocionante, pois cuidamos e fazemos de tudo por eles, com muito carinho e amor, como se fossem realmente da nossa família”, comenta.

COVID-19

A pandemia da Covid-19 trouxe várias mudanças no Huop, e uma delas foi as mudanças de setor em virtude da abertura da nova ala e o afastamento de profissionais do grupo de risco, como a Jeni Hotz, que comenta a saudade que sente dos pacientes e da equipe. “Espero que tudo melhore. Estou ansiosa para voltar a trabalhar. A equipe do hospital é uma família para nós”, diz.

O sentimento que fica entre os profissionais é o mesmo: esperança de que tudo ficará bem. “Mesmo não atuando diretamente na Ala Covid-19, ficamos mais distantes da família e torcemos para que todos os colegas fiquem bem também. Sempre na expectativa de que tudo melhore”, destaca Nivea.

Dariane comenta que para a Ala Covid-19 os técnicos e auxiliares se voluntariaram para que fossem transferidos. “Foi muito bacana pois os profissionais se voluntariaram e isso foi um momento de gratidão. É uma pena que precisou ter uma pandemia para que o mundo voltasse os olhos para Enfermagem”, finaliza.

Imprimir