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Em um ano, valor da cesta básica subiu até 24,52% no Sudoeste

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O valor da cesta básica nas cidades do sudoeste do Paraná registrou alta em relação ao ano de 2020, com a maior alta sendo registrada na cidade de Dois Vizinhos, com variação de 24,52%. As outras duas cidades pesquisadas também registraram crescimento no preço dos produtos: em Francisco Beltrão, o aumento foi de 5,34%; em Pato Branco, o crescimento foi de 8,36%. A pesquisa de preços é realizada pelo Grupo de Pesquisa em Economia, Agricultura e Desenvolvimento do curso de Ciências Econômicas da Unioeste, campus de Francisco Beltrão.

Apesar da considerável alta anual dos preços, a variação do valor pago na cesta básica apenas no mês de dezembro foi menor e em algumas cidades o valor até diminui. Em Pato Branco, o valor da cesta básica no mês de dezembro aumentou 1,94% e atingiu a marca de R$ 525,03. Já em Dois Vizinhos, a variação foi de -2,21%, ocasionando na diminuição do preço da cesta básica, que chegou em R$ 533,19 na cidade. Em Francisco Beltrão, a variação foi de -0,63%, fator que baixou o preço dos produtos e resultou no valor de R$ 520,50 no conjunto da cesta básica.

Considerando os dados apurados, é possível observar que o salário mínimo nacional, tanto o bruto quanto o líquido, mostraram-se, em dezembro, insuficientes para assegurar a aquisição da cesta básica de alimentação familiar, para as cidades pesquisadas pelo GPEAD. Se observada a determinação legal, para a manutenção de uma família de quatro pessoas, ou seja, se consideradas as necessidades básicas para além da alimentação, o salário mínimo deveria ter sido, em dezembro, de: R$ 4.479,33, em Dois Vizinhos, R$ 4.372,72, em Francisco Beltrão e R$ 4.410,78, em Pato Branco.

A jornada de trabalho necessária para adquirir a cesta básica é proporcional às variações do valor mensal desta. Em dezembro de 2021, o tempo médio necessário para adquirir a cesta básica individual foi de 103h e 38m, em Dois Vizinhos; de 104h e 06m, em Francisco Beltrão e de 105h, em Pato Branco. Quando se compara o custo da cesta individual e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), o trabalhador de Dois Vizinhos, Francisco Beltrão e Pato Branco, remunerado pelo piso nacional, comprometeu com a aquisição da cesta básica individual 52,40%, 51,15%, e 51,6% da sua renda, respectivamente.

Nas cidades pesquisadas pelo GPEAD, oito produtos apresentaram alta acumulada. As maiores altas foram observadas para o açúcar (46,85%) e a carne bovina de primeira (18,66%), ambos em Dois Vizinhos. E o café em pó (81,73%), farinha de trigo (13,64%); tomate (13,44%), margarina (36,48%); Pão (21,71%); óleo de soja (13,86%), todos em Pato Branco. Por outro lado, as retrações de preço acumuladas mais significativas foram para o arroz parboilizado (-26,05%), feijão preto (-15,94%), e o leite (-12,01%), em Francisco Beltrão; a batata (-49,28%) e a banana (-32,89%), em Pato Branco.

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