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Unioeste: Pesquisa avalia o combate à Covid-19 no Paraná

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Pesquisa da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) desenvolvida no campus de Cascavel, avalia a implementação das ações de enfrentamento da COVID-19 e o repasse financeiro destinado ao combate da doença em todo o estado do Paraná. A pesquisa é um recorte do projeto financiado pela Fundação Araucária, do grupo de pesquisa NAPI Genômica, em que uma equipe de pesquisadores desenvolve estudos em diferentes áreas em relação à COVID-19.

O estudo continua em andamento, entretanto os resultados parciais obtidos mostram que a Taxa de Incidência e o Coeficiente de Mortalidade da doença, de 2020-2021, foram maiores na Regional de Saúde (RS) de Foz do Iguaçu. Os dados que embasam a pesquisa apontam, ainda, que os recursos destinados ao enfrentamento da doença no Brasil ficaram abaixo do esperado para um contexto de crise sanitária.

De acordo com Bruna Regina Bratti Frank Terre, doutoranda em Biociências e Saúde e membra da equipe da pesquisa, “esses resultados nos instigam a buscar mais informações e realizar reflexões profundas acerca da maneira como a pandemia atingiu o Brasil, especialmente o Paraná”.

Para chegar aos resultados, foram levantados dados nos indicadores de saúde, diretamente de Boletins Epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado do Paraná; nas políticas implementadas como Leis, Decretos e Portarias municipais e estaduais, na cobertura vacinal da COVID-19; e nas informações sobre os recursos aplicados. “A pesquisa baseia-se na coleta de informações diretamente de bancos de dados oficiais do Brasil e Estado do Paraná, tendo em vista a fidedignidade das informações. Sendo assim o acesso à informação é imprescindível, tendo em vista o cenário atual”, destaca a doutoranda.

Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira Toso, professora do curso de Enfermagem e orientadora da pesquisa, aponta que avaliar as ações de prevenção é importante para pensar em novas formas de prevenção. “Foram necessárias medidas de prevenção de contágio como o isolamento social, uso de máscaras, uso de álcool em gel e higiene das mãos e superfícies de maneira muito mais constante. Portanto, avaliar se as ações dos governos foram efetivas, a fim de subsidiar novas metodologias de prevenção e promoção da saúde no tocante a emergências globais se faz mister”, explica ela reforçando ainda que “esta que foi a primeira pandemia do século XXI, em escala planetária, afetou a vida de populações inteiras, trazendo morte e sequelas permanentes, não envolve apenas o setor saúde, mas também a economia, a educação, o planejamento dos governos, uma vez que seu impacto muda a vida das pessoas”.

Os resultados ainda estão sendo coletados para que se possa realizar uma avaliação comparativa das ações implementadas antes da Campanha de Vacinação contra a COVID-19 e após um ano de imunização. “Por se tratar de uma Emergência de Saúde Pública que trouxe grande impacto político, socioeconômico e, principalmente, na saúde, o estudo permite avaliar as ações implementadas e quais suas consequências para a população. Será possível uma organização para futuras epidemias?”, questiona Bruna.

 

Assessoria de Comunicação Social

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