PRIME: Pesquisadora formula cosmético à base de probiótico com efeito antioxidante

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A patente intitulada “Desenvolvimento de gel cosmético antioxidante obtido do extrato lisado de células, liofilizado e da célula intacta do Lactobacillus acidophilus” está entre os oitos projetos aprovados no Prime e desenvolvidos na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O projeto tem como autores as professoras doutoranda Suzana Bender, Dra. Luciana Oliveira de Fariña e o professor Dr. Helder Lopes Vasconcelos, consequência da pesquisa da primeira autora, no programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências Farmacêuticas.

A pesquisa resultou na formulação de um cosmético inovador composto pela cepa de um probiótico, frequentemente usado em alimentos. O probiótico é uma bactéria com efeitos benéficos para o organismo humano. “O que utilizei na pesquisa foi uma cepa de Lactobacillus acidophilus que tem efeito comprovado quando ingerido. Aplicações não intestinais de probióticos são pouco investigadas, no entanto, os probióticos são passíveis de serem aplicados a qualquer ambiente onde exista uma microbiota normal. Dessa forma quis fazer um produto para a utilização na pele que prevenisse os danos causados pelos radicais livres”, relata a autora.

Hábitos como a exposição excessiva da pele ao sol, a não higienização da pele e até mesmo o uso de telas como o celular geram radicais livres que danificam estruturas importantes da pele, tais como as: de sustentação como o colágeno, de elasticidade como a elastina, e as células que produzem fibras, os fibroblastos. “Os radicais livres são maléficos para a nossa pele, então quis verificar se essa cepa de Lactobacillus acidophilus, adicionado em uma forma farmacêutica/gel, teria atividade antioxidante para prevenir os danos dos radicais livres na pele. No Brasil, até a época de registro, não eram feitos muitos cosméticos com probióticos, embora no Japão essa já seja uma prática antiga”, comenta Suzana.

Os resultados demonstram que o Lactobacillus acidophilus representa uma fonte potencial de antioxidantes naturais que pode ser utilizado na indústria de cosméticos. De acordo com a profa. Suzana, esse produto pode prevenir danos oxidativos à pele. “Com o Prime, espero que a patente possa ir para o mercado e assim chegar até as pessoas”, finaliza.

Quem é a pesquisadora

Suzana é graduada em Farmácia e Bioquímica, com habilitação em indústria e alimentos pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1999). Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2015). Doutoranda em Engenharia e Tecnologia Ambiental pela Universidade Federal do Paraná (2020). Atualmente é professora colaboradora da Unioeste.

 

Texto: Milena Griz, supervisão: Patricia Bosso