Prime: Unioeste cria filtro para diminuir mau cheiro causado por indústrias

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Um projeto de pesquisa desenvolvido pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná é responsável pela criação de um filtro inédito desenvolvido para diminuir a emissão de gases industrias que causam mau cheiro. O projeto está entre as oito patentes aprovadas pelo Prime, numa parceria do Sebrae, Governo do Paraná e a Fundação Araucária. O novo filtro pode dar uma solução mais acessível às empresas que devem seguir as normativas de gestão de poluentes, além de acabar com inúmeros conflitos entre moradores que residem ´nas proximidades das áreas industriais.

Coordenado pelo professor Doutor Camilo Freddy Mendoza Morejon e com a participação dos pesquisadores Andy Avimael Saavedra Mendoza (aluno do Programa de Doutorado em Engenharia Química) e Jeferson Alexandre Dos Santos Bosa (como representante técnico da empresa), o projeto teve a experiência de parceria Universidade - empresa, nos moldes da Lei de inovação.

O equipamento patenteado é direcionado para indústrias de pequeno, médio e grande porte que tenham problemas na gestão dos maus odores de seus processos industriais. Essa inovação deve permitir a depuração dos odores de resíduos gasosos das indústrias e com o Prime, a tecnologia desenvolvida pela Unioeste, pode resultar em resultados em três modelos de negócios. O primeiro para a fabricação do filtro,  seguido daquele responsável pela implantação dessa tecnologia e, por último, para implantar a operação do equipamento nas indústrias.

O equipamento é um resultado de um estudo de caso do GPINOVA (Grupo de Pesquisa em Inovações Tecnológicas para do Desenvolvimento Territorial Inovador) e foi desenvolvido com base da pesquisa aplicada contemplando estudos de campo, pesquisa laboratorial, desenvolvimento de um protótipo, realização dos testes e, finalmente, após a sua construção em aço inoxidável, teve sua implementação na escala real de operação.

Os pesquisadores comemoram o resultado da seleção do Prime, reforçando que essa novidade poderá resultar em benefícios para o meio ambiente, economia e a sociedade, neste último caso, pela geração de emprego e renda.

Filtros de ar

Em processos industriais, os filtros de ar realizam antes de tudo a função de tratamento do ar ambiente, barrando contaminantes aéreos provenientes dos mais diversos setores da indústria como: partículas de poeiras, fumaças, substâncias tóxicas e particulados diversos.

Os pesquisadores explicam que o mau cheiro resultante dos processos produtivos industriais pode causar inúmeros problemas. Para diminuir riscos, o controle de odor industrial é uma tarefa fundamental, tanto para as linhas produtivas que emitem um volume grande de gases, como para indústrias menores.

Com o controle adequado sobre o nível de odor da geração de gases, a indústria tem maior tranquilidade em relação ao conforto do seu ambiente produtivo. Somente esse fator já agrega valor para aumentar a produtividade dos colaboradores da indústria.

O mau cheiro de indústrias traz desconforto e reclamações por parte de moradores que moram perto desses locais. Além disso, o odor é um fator que afeta a saúde da população. “Para sustentabilidade da indústria esse é um fator primordial e diferencial, que pode fazer a diferença na rotina produtiva.

O Governo do Paraná criou o Plano Estadual de Controle da Poluição do Ar e de Proteção da Atmosfera (Proejar), que compreende ações para aprimorar o controle de emissões atmosféricas poluentes. Uma resolução conjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP)

Até a presente data, na Gestão e Monitoramento da Qualidade do Ar e também na Emissão Atmosférica, prevalecem significativos avanços no Estado do Paraná que regulamentou a Lei Estadual nº 13806/2002. Entre as ações do Proejar, está o estabelecimento de padrões mais restritivos para a emissão de poluentes em diversas atividades econômicas. Com isso, o Paraná inicia os trabalhos para atender os padrões da OMS.

No Estado existe como referência padrões que são estabelecidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que são menos restritivos e não necessariamente representam a condição de qualidade do ar para a saúde humana.

Desde 2014, o Paraná é o segundo estado do Brasil a transmitir a qualidade do ar nas estações de monitoramento automático em tempo real. As informações são atualizadas no site do IAP de hora em hora

Os pesquisadores elucidam, ainda, que nesse processo além das considerações ambientais as sanitárias também são relevantes e, de modo geral, tem sido demonstrado que, com a pesquisa aplicada é possível a transformação dos problemas ambientais em oportunidades de novos modelos de negócios sustentáveis. Nesse desafio é necessário a realização de análises criteriosas nas atividade industriais.

Por Mara Vitorino.