Pesquisadores da Unioeste são destaque no 33º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia

Pesquisadores da Unioeste são destaque no 33º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia

O Governo do Estado divulgou na última quarta-feira (16), o resultado do 33ª Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia em cerimônia online. Ao todo, os nove vencedores receberam R$ 215 mil em premiações pelo desenvolvimento de pesquisas e soluções inovadoras. A cerimônia está disponível no canal da Superintendência Geral de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (Seti) no YouTube.

A iniciativa é coordenada pela Seti e tem o objetivo de reconhecer o trabalho desenvolvido por pesquisadores, estudantes, inventores e jornalistas do Paraná.

Em 2020, um ano atípico para as universidades, com a chegada da pandemia, e a suspensão das aulas presenciais, a pesquisa científica se manteve em firme, com docentes, discentes e agentes universitários engajados. Neste ano, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), teve maior destaque no prêmio, com a participação de diversos professores e alunos, conforme destaca o reitor Alexandre Webber. "Nos orgulha muito, que mesmo em um momento como este que estamos vivendo, com uma pandemia, tendo que nos adaptar a novas formas de ensinar e pesquisar, ver a participação dos diversos professores, pesquisadores e estudantes da universidade no prêmio. Parabéns aos vencedores, e que sigamos defendendo a eduação pública e a pesquisa".

Professor Pesquisador

O premiado como pesquisador destaque do estado do Paraná em Ciências Agrárias foi o professor doutor Affonso Celso Gonçalves Jr., do Centro de Ciências Agrárias do Campus de Marechal Cândido Rondon. 

Na última década, Affonso, juntamente com sua equipe do Grupo de Estudos em Solos e Meio Ambiente (GESOMA-CNPq), têm realizado inúmeros projetos científicos focados na área de Ciências Agrárias e Ambientais, mais especificamente com trabalhos voltados para estudos de dinâmica, mobilidade e remoção de metais e pesticidas de solos e águas contaminadas.

Inúmeras parcerias nacionais e internacionais já foram firmadas: Alemanha, Espanha, Chile, Portugal e Holanda, além de diversas universidades brasileiras. Affonso ministrou diversas conferências internacionais em relação aos trabalhos desenvolvidos junto ao GESOMA.

Segundo Affonso, os avaliadores que julgam o prêmio norteiam sua atenção para o estado da arte e relevância de toda contribuição científica e inovação tecnológica produzida pelo pesquisador e sua equipe no decorrer da carreira. "Ressalto que a abrangência das linhas de pesquisas científicas lideradas por mim tratam de remediação de solos e águas contaminadas com metais e pesticidas. Com relação à descontaminação de solos, já foram desenvolvidos vários projetos utilizando técnicas de fitorremediação e, também, estudos utilizando lisímetros de sucção e percolação, visando avaliar a mobilidade e dinâmica de pesticidas em solos cultivados. Em relação aos projetos de remediação de corpos hídricos (águas superficiais, subterrâneas e efluentes) contaminados com metais e pesticidas, nosso foco é utilização de diversos resíduos agroindustriais para fabricação de filtros com materiais adsorventes na forma in natura, modificados quimicamente e também na forma de carvões ativados para remoção dos contaminantes supracitados.

Affonso é efetivo na Unioeste deste fevereiro de 2000, sendo atualmente professor associado lotado no Centro de Ciências Agrárias atuando junto aos cursos de graduação de Agronomia e Zootecnia. Também atua na Unioeste como orientador e docente permanente junto aos Programas de Pós-Graduação em Engenharia de Energia na Agricultura e Agronomia (Mestrado e Doutorado). Assumiu recentemente o cargo de assessor técnico junto à Assessoria de Relações Internacionais da Unioeste. Affonso ainda destaca a importância em receber este prêmio. "Receber o prêmio paranaense de Ciência e Tecnologia na categoria Pesquisador em Ciências Agrárias é a coroação do esforço e da dedicação do cientista e de sua equipe frente à tantas adversidades e dificuldades existentes no meio científico." 

Estudantes de Graduação

Como Estudante de Graduação, Ivã Luis Caon foi premiado no 33º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia. O aluno está cursando o 5º Ano do Curso de Graduação em Engenharia Agrícola e vem se destacando como bolsista de Iniciação Cientifica sob Orientação do Prof. Dr. Erivelto Mercante desde seu primeiro ano do Curso, desenvolvendo seus projetos de pesquisa na área de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto no Laboratório de Topografia e Geoprocessamento – GeoLab. 

Para o desenvolvimento do trabalho, Ivã utilizou técnicas de Sensoriamento Remoto Orbital abordando o tema mapeamento do uso e cobertura da terra no Estado do Paraná, utilizando-se de processamento em nuvem e de imagens sintéticas. A definição do uso da terra tem o proposto de integrar as informações das propriedades e posses rurais, para base de dados de controle, monitoramento e planejamento ambiental e econômico. Para se realizar os processamentos foi utilizada a plataforma Google Earth Engine, e para a geração das imagens sintéticas foram utilizadas imagens de satélites dos sensores OLI e MODIS, bem como um novo algoritmo desenvolvido. O algoritmo apresentou resultados satisfatórios, principalmente devido a velocidade de processamento que se deve a computação em nuvem. A classificação apresentou bons resultados com exatidão global de 96% utilizando o classificador Random Forest.

O Prêmio

Concorrem ao Prêmio os pesquisadores/cientistas pertencentes a Institutos de Pesquisa, Instituições de Ensino Superior públicas e privadas, Entidades de Classe, Empresas Públicas e Privadas entre outras entidades congêneres. Duas áreas são premiadas a cada ano, em um sistema de rodízio. São avaliados projetos nas áreas de Engenharias e Ciências Biológicas; Ciências Exatas e da Terra e Ciências da Saúde, e Ciências Humanas Sociais e Ciências Agrárias, que neste ano foram as áreas contempladas.

“O prêmio é o momento mais importante de valorização da ciência e extensão no Estado. Estimulamos essas iniciativas para que o Paraná continue sendo referência nacional em ações que transformam a vida dos cidadãos”, destaca o superintendente da Seti, Aldo Bona.

 


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