Reconhecimento

Reconhecimento Internacional

Reconhecido pelo mundo, Herbário UNOP é motivo de orgulho.

Criado em 1996, o Herbário UNOP da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) foi registrado na instituição apenas no ano de 2009 como coleção científica. De lá pra cá foram anos de trabalho árduo e de muita qualidade, que rendeu até mesmo um reconhecimento internacional.

O trabalho realizado pela equipe é motivo de orgulho. A coordenadora do Herbário UNOP, Lívia Godinho Temponi, fala sobre os trabalhos desempenhados nos laboratórios e também a campo. O trabalho conta com vários processos e cada um dos membros da equipe tem importante função a exercer.

O grupo de trabalho deseja conseguir um maior reconhecimento aqui na região Oeste do Paraná, pois em outras regiões do país, o Herbário já é bastante respeitado, graças também a parcerias com os projetos INCT (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) e Reflora (herbário virtual).

Com o passar dos tempos e dos novos trabalhos que estão por vir, o objetivo é aumentar a coleção e, para isso, será necessário reestruturar o espaço físico. Será necessário também o envolvimento de mais técnicos atuando no projeto.

Os membros do grupo estão diretamente envolvidos com todos os processos e cada um deles fala sobre suas funções. Após a coleta dos materiais com pesquisas de campo, o trabalho no laboratório tem início com a prensagem, como conta a bolsista do INCT Janaine Kunrath Hamms. Ela detalha o passo a passo dos processos.

Na sequência, dentro do laboratório, é realizada a montagem das exsicatas. Quem detalha a como é feito este processo é a técnica laboratorial Kamilla Zabotti.

Enquanto as exsicatas são preparadas, é feita também as anotações etiquetagem dos materiais. Ali são determinadas diversas informações, como nome científico, dados de coleta e as características das amostras vegetais desidratadas. Tudo isso vai parar em um banco de dados. Mel de Castro Camelo é mestranda do PPGRM (Programa de Pós Graduação em Conservação e Manejo de Recursos Naturais) e fala sobre esta função. Os pesquisadores fazem todas as medições da planta e juntamente com todas as outras anotações, o registro é feito no Brahms, que é um sistema internacional, onde são compartilhados com outros projetos parceiros.

Depois disso, é realizado um processo de choque térmico na exsicata. O material fica três dias em um freezer para só então ser levado novamente a uma estufa, onde fica por mais 24h. Isso garante que nenhum fungo ou inseto possa degradar a planta.

Já com os processos de preparação finalizados, os materiais são armazenados em uma sala especialmente preparada. O local tem a temperatura ideal para que as plantas se mantenham por tempo indeterminado. É neste local que as plantas são arquivadas e cadastradas, tanto no banco de dados online, como no banco de dados físico. O acervo da coleção biológica já conta com mais e 8.500 amostras. Quem fica responsável por esta parte do trabalho é a estagiária do campus, Thayná Luize de Souza Pacheco.

Além de todos esses processos, o laboratório conta com equipamentos especiais para as pesquisas. Tainã de Souza, que é técnico voluntário e especialista em gramíneas, fala sobre os trabalhos desempenhados. Ali são feitas identificações e registro de imagens de plantas com o uso do estéreomicroscópio. Na sala ao lado, já com o uso do microscópio convencional, é estudada a anatomia vegetal.

O espaço conta também uma coleção de algas, que são armazenadas em meios líquidos.

O Herbário UNOP é um laboratório multiusuário que atende cursos técnicos, de graduação e pós-graduação de diversas instituições do Oeste do Paraná, como o Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto (CEEP), Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz (FAG), Universidade Paranaense (Unipar), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Fonte CGN: http://cgn.uol.com.br/noticia/250437/reconhecido-pelo-mundo-herbrio-unop-motivo-de-orgulho