ECOS RESPONDEM 13 ANOS DEPOIS: de Las Vegas às unidades prisionais do Paraná: dia 30 de junho iniciam três cursos para estudantes privados de liberdade- é a educação cumprindo sua promessa. Da Pesquisa Internacional à Transformação de Vidas: UNIOESTE inicia nova etapa de formação para Pessoas Privadas de Liberdade.
Em outubro de 2013, em Las Vegas, nos Estados Unidos, as professoras Dras, Beatriz Helena Dal Molin e Rose Maria Belim Motter, da UNIOESTE apresentavam ao mundo uma experiência pioneira de educação a distância voltada às pessoas privadas de liberdade do Paraná. Treze anos depois, aquele estudo retorna não como lembrança, mas como realidade concreta. Os ecos daquela pesquisa encontram resposta na abertura de novos cursos superiores destinados à população carcerária paranaense, reafirmando uma convicção que o tempo não conseguiu silenciar: a educação continua sendo um dos mais poderosos instrumentos de transformação humana e social.
A iniciativa integra os esforços nacionais como é o caso do Programa “Pena Justa” da CAPES/DIEA/UAB/ DEPPEN-PR e do NEaDUNI/UNIOESTE, voltados à promoção da educação como instrumento de inclusão social, ressocialização e construção de novos projetos de vida. Por meio dos inocentemos instalados nas unidades prisionais paranaenses, estudantes terão acesso à formação superior em áreas estratégicas para sua reinserção social e profissional.
Para a coordenadora do NEaDUNI, Profa. Dra. Beatriz Helena Dal Molin, esta não é uma caminhada recente. Trata-se de uma trajetória construída ao longo de muitos anos de pesquisa, estudo e defesa do direito à educação para todos.
Em 2013, a professora representou a UNIOESTE no E-Learn World Conference on E-Learning, realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos, um dos mais importantes eventos mundiais da área de educação mediada por tecnologias. Na ocasião, apresentou o trabalho "Distance Education for Convicts of Prison Units in Paraná/Brazil", que abordava sobre o projeto e-Sipris de educação a distância para ser desenvolvidos junto ao sistema prisional paranaense.
O estudo da referida professora foi selecionado entre mais de quatro mil trabalhos inscritos, para compor a programação oficial do evento internacional, reunindo pesquisadores de diversos continentes e projetando a experiência brasileira para o cenário acadêmico mundial.
Treze anos depois, aquilo que era objeto de pesquisa e reflexão acadêmica transforma-se, mais uma vez, em ação concreta. O NEaDUNI/UNIOESTE reafirmam seu compromisso institucional com uma educação que ultrapassa barreiras geográficas, sociais e humanas, alcançando pessoas que historicamente tiveram seus direitos educacionais limitados.
Mais do que ofertar cursos, a universidade leva esperança, dignidade e possibilidades de reconstrução de trajetórias. Cada estudante que ingressa nessa nova etapa representa a certeza de que a educação continua sendo uma das mais poderosas ferramentas de transformação social.
Como já demonstrava a pesquisa apresentada, internacionalmente, em 2013, e como se confirma agora na prática cotidiana das unidades prisionais do Paraná, o conhecimento é capaz de atravessar grades, romper estigmas e construir caminhos para a liberdade que começa dentro de cada pessoa.
Porque a educação não abre apenas portas. Ela cria horizontes.


