Entre os momentos mais marcantes da Aula Magna promovida pelo NEaDUNI/UNIOESTE, em parceria com CAPES/DIEA/UAB, SENAPPEN e DEPPEN-PR, esteve a palestra “Do Pátio à Sala de Aula: o Policial Penal como Mediador do Futuro”, ministrada pelo Delegado da Polícia Federal, professor universitário e pesquisador Dr. Fabiano Bordignon.
Mais do que uma exposição técnica, a fala do palestrante constituiu-se como um profundo convite à reflexão sobre o sentido humano da educação no sistema prisional, o papel social da segurança pública e a potência transformadora das oportunidades educativas.
Com rara sensibilidade, Dr. Fabiano Bordignon conduziu os presentes por questões fundamentais relacionadas à execução penal, à prevenção, à cidadania, aos direitos e deveres humanos e, sobretudo, à possibilidade de reconstrução de trajetórias por meio da educação.
Ao afirmar que “prevenir é olhar para o futuro” e destacar que a educação prisional representa uma oportunidade concreta de (re) integração social, o palestrante reafirmou algo que atravessou todo o evento: a compreensão de que nenhuma sociedade se fortalece apenas pelo isolamento, mas também pela capacidade ética de oferecer caminhos de reconstrução humana.
Sua abordagem, construída entre fundamentos jurídicos, reflexões filosóficas e experiências vividas ao longo de sua trajetória na segurança pública nacional, evidenciou a importância do Policial Penal como mediador de presença, orientação e esperança dentro das unidades prisionais.

O currículo do Dr. Fabiano Bordignon revela uma trajetória marcada pelo compromisso com a justiça, a formação humana e a gestão pública responsável. Delegado da Polícia Federal desde 2002, ex-Diretor-Geral do Departamento Penitenciário Nacional, mestre e doutorando em Fronteiras pela UNIOESTE, o palestrante reúne experiência acadêmica e prática institucional em uma atuação profundamente comprometida com as questões humanas e sociais contemporâneas.
Em nome do NEaDUNI/UNIOESTE, registramos nossa profunda gratidão ao Dr. Fabiano Bordignon pela generosidade intelectual, pela escuta sensível e pela grandeza de uma fala que ultrapassou os limites da palestra formal e alcançou algo muito mais raro: a capacidade de mobilizar consciências, provocar reflexões e fortalecer esperanças. Sua presença não apenas abrilhantou o evento. Ela ajudou a consolidar o sentido humano desta travessia que estamos construindo coletivamente. Porque há falas que informam.
E há falas que permanecem ecoando muito depois do encerramento de um evento.