O texto do professor Luiz Claudio Costa e o infográfico discutem a transição inevitável das instituições de ensino superior para um modelo adaptado à era digital e à inteligência artificial. O autor argumenta que o sistema tradicional de aulas expositivas e semestres fixos está se tornando obsoleto, dando lugar a uma aprendizagem centrada na demonstração de competências reais. Nesse novo cenário, a inteligência artificial atua como uma infraestrutura de apoio personalizada, permitindo que o campus físico se transforme em um ecossistema de experimentação e mentoria. A avaliação deixa de focar na memorização para priorizar portfólios práticos e resoluções de problemas complexos da sociedade. O papel do docente também evolui de um simples transmissor de conteúdo para um curador e designer de experiências de aprendizagem. Em suma, a universidade não deixa de existir, mas passa por uma metamorfose para priorizar a criatividade humana e a conexão com o mundo real.
Nos manifestamos poeticamente dizendo:
A universidade não acaba.
Ela se despe.
Sai da rigidez do tempo,
abandona a sala fechada,
e respira no mundo.
Deixa de ensinar para repetir
e passa a formar para criar.
Não é o fim —
é a travessia.
