Pensar em um futuro sustentável também é pensar em como a energia deve ser produzida e utilizada com responsabilidade. Nesse caminho, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) avança ao utilizar recursos recebidos da Copel e da Itaipu Binacional para ações de eficiência energética, fortalecendo práticas institucionais comprometidas com a sustentabilidade, inovação e responsabilidade social, além de agir em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Através das Chamadas Públicas 002/2019 e 009/2024, a Unioeste conseguiu um aporte da Copel no Programa de Eficiência Energética, regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no valor de R$ 1.470.479,52 para implementação de usina fotovoltaica no campus de Foz do Iguaçu, e R$ 3.190.730,00 para a produção de energia fotovoltaica no campus de Toledo. Além disso, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) também foi contemplado com o valor de R$ 6 milhões para a troca de mais de 300 aparelhos de ar-condicionado, implantação de usina de energia solar e banco de baterias, que permite que a energia seja utilizada em períodos de baixa incidência solar ou em situações de emergência, trabalhando em conjunto com os geradores para que o prédio não fique sem atendimento de energia elétrica.
A Unioeste também recebeu um montante de R$ 15 milhões em recursos do Programa Itaipu Mais Que Energia, através do Edital Energias Renováveis IPES/2025, da Itaipu Binacional. Os valores do edital são destinados para projetos em eficiência energética. Do valor recebido, cerca de R$ 8,3 milhões serão aplicados para que a universidade tenha sistemas de geração fotovoltaica na Reitoria, cinco campi e HUOP, e aproximadamente R$ 6,7 milhões serão usados para aquisição de equipamentos e insumos para munir os laboratórios e potencializar as pesquisas em energias renováveis.
O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, ressalta os benefícios da implementação de ações que visem o desenvolvimento sustentável tanto para a preservação e diminuição dos impactos no meio ambiente, quanto para a economia financeira na universidade. “Sempre foi nosso objetivo abordar as questões de eficiência energética e de meio ambiente, principalmente, porque nós, só nos campi da Universidade, gastamos cerca de 4 milhões por ano em energia elétrica. Em 2019, conseguimos um edital em Foz do Iguaçu. Foi fundamental esse primeiro edital da Copel, que já está em funcionamento. Agora, estamos instalando as usinas no campus de Toledo, também por meio de um edital da Copel de eficiência energética”, destacou.
O reitor também enfatizou o aporte recebido por meio do edital IPES/2025 da Itaipu Binacional. “Agora tivemos um edital robusto, que foi uma demanda levada pela Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP) à Itaipu Binacional há três ou quatro anos, e agora esse edital foi lançado. São mais de 15 milhões para investirmos em usinas e equipamentos e também um novo edital, que está na fase final, de 6 milhões para o Hospital Universitário. Com isso, pretendemos chegar no objetivo de produzir pelo menos metade da energia consumida na nossa Universidade. Ganha o meio ambiente, mas ganha também a Universidade, que passa a ter recursos livres para investir em várias outras questões necessárias”, concluiu.
O Assessor-chefe do Planejamento Físico da Unioeste, Paulo Henrique Gris, explica que os valores serão usados em frentes de eficiência energética e pesquisa, além de possibilitar a implementação, em todas as unidades administrativas, de usinas fotovoltaicas. “Junto do edital da Itaipu, fomos contemplados com alguns milhões em equipamentos para pesquisa na área de eficiência energética, biocombustíveis e energias renováveis. Com isso, vamos melhorar ainda mais a qualidade do nosso ensino e pesquisa, pois com esse montante vamos municiar vários laboratórios. Todos os campi irão receber equipamentos, e os que já possuem laboratórios em funcionamento nesta área de pesquisa em eficiência energética poderão proporcionar melhoria nas pesquisas, na qualidade do serviço prestado e também um retorno para a população, até para esses órgãos que estão financiando isso, principalmente na questão de pesquisa em usinas fotovoltaicas”, conclui.
Além da economia financeira com a geração de energia renovável, essas iniciativas visam cumprir a agenda mundial para ampliar ações de sustentabilidade através dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) instaurados pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é cumprir a Agenda 2030, que estabelece um plano de ação global voltado ao desenvolvimento sustentável, reunindo 17 ODS e 169 metas que orientam ações em diferentes áreas essenciais para a humanidade.
Os ODS abrangem temas como acesso à energia limpa, erradicação da pobreza, segurança alimentar, saúde, educação de qualidade, redução das desigualdades, água e saneamento, consumo e produção responsáveis, combate às mudanças climáticas, cidades sustentáveis, igualdade de gênero, preservação dos oceanos e ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, inovação, infraestrutura e fortalecimento da governança.
Ao longo da implementação da Agenda 2030, os objetivos e metas servem como referência para estimular políticas públicas, iniciativas institucionais e ações coletivas voltadas à construção de um futuro mais sustentável, inclusivo e equilibrado.
As ações da Unioeste em pesquisa na área de energias, além da execução concreta das modernizações e implementações de fontes de energias renováveis nos ambientes da universidade vão de encontro principalmente com o ODS 7, que visa assegurar o acesso à energia limpa.