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Central de Notícias

Campus de Francisco Beltrão

Unioeste registra alta da cesta básica no Sudoeste do Paraná

  • Texto: Mara Vitorino
  • Fotos: Reprodução/Freepik
  • Chapéu da Notícia: Campus de Francisco Beltrão

O preço da alimentação na mesa da população de Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, os maiores do Sudoeste paranaense, ficou mais caro em março com relação a fevereiro deste ano. É o que aponta pesquisa realizada pelo curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Francisco Beltrão, por meio do Grupo de Pesquisa em Economia, Agricultura e Desenvolvimento e em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), de Dois Vizinhos.

Os índices de alta foram: Dois Vizinhos (1,71%), Francisco Beltrão (7,68%) e Pato Branco (7,11%). Em termos monetários, a cesta básica de alimentos de maior valor médio foi a de Francisco Beltrão (R$701,19). 

Pela pesquisa, as maiores altas foram o tomate, a batata e o leite UHT integral. Os índices de acréscimo do tomate, por exemplo, foram de 51,51% em Dois Vizinhos, 50,77% em Francisco Beltrão e 20,90% em Pato Branco.

Já no acumulado do ano, as maiores altas foram as da batata, com os seguintes índices: Pato Branco (43,71%), Francisco Beltrão (33,49%), e Dois Vizinhos (9,75%); o tomate, por sua vez, o percentual foi: Francisco Beltrão (31,01%), e Dois Vizinhos (15,40%); e o pão: Francisco Beltrão (19,11%), Pato Branco (17,25%), e Dois Vizinhos (12,81%) (veja tabela).

No acumulado de março de 2025 a março de 2026, também houve aumento do valor total da cesta em Dois Vizinhos (2,89%), Francisco Beltrão (5,14%) e em Pato Branco (1,71%).

O levantamento da Unioeste utiliza metodologia da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Os 13 itens da cesta básica, de acordo com o conceito estabelecido pelo Dieese e usado em estatísticas, são: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. Esses itens formam um padrão teórico para analisar o poder de compra do salário-mínimo.

Com base nesses referenciais, considerando o valor da cesta básica para uma família de tamanho médio (dois adultos e duas crianças) o salário mínimo necessário para os gastos com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, é insuficiente.

Para atender essas necessidades o salário mínimo deveria ter sido, em março, de: R$5.462,00 em Dois Vizinhos; R$5.890,70 em Francisco Beltrão e R$5.422,43 em Pato Branco.

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