No fim de março, um grupo de estudantes da graduação em História da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) Campus Cascavel percorreu museus, ruas antigas e espaços de memória com um objetivo que ia além do turismo acadêmico: experimentar, fora da sala de aula, os lugares onde o passado continua em disputa, preservação e interpretação.
Foram mais de 40 acadêmicos do 1º, 2º e 3º anos do curso de História, acompanhados por quatro professores. Segundo o coordenador do curso de História de Cascavel, professor André Luiz Leme, a proposta foi de aproximar os estudantes dos ambientes em que o conhecimento histórico ganha materialidade: vitrines, documentos, edifícios, objetos, narrativas e silêncios.
O roteiro começou pelo Museu Paranaense, onde os estudantes tiveram contato com peças arqueológicas e documentos da história regional, além de observar a organização dos acervos e as escolhas curatoriais.
No Museu Egípcio e Rosacruz, a visita possibilitou discussões sobre civilizações antigas, religiosidade e representação histórica, ampliando o olhar para diferentes contextos históricos.
A passagem pela Mesquita Imam Ali Ibn Abi Tálib destacou a diversidade cultural e religiosa, evidenciando práticas e identidades presentes na sociedade contemporânea.
No Centro Histórico de Curitiba (Largo da Ordem), os acadêmicos analisaram o espaço urbano como parte do patrimônio histórico, observando a relação entre preservação, memória e uso atual da cidade.
O roteiro foi concluído no Museu Oscar Niemeyer, onde os estudantes puderam refletir sobre a relação entre arte, arquitetura e construção de narrativas históricas.
“A visita técnica foi muito importante porque permitiu aos nossos acadêmicos vivenciar, de forma concreta, espaços onde o conhecimento histórico é preservado, analisado, interpretado e socializado. Ao longo da viagem, os estudantes puderam entrar em contato com diferentes tipos de acervos, fontes, linguagens e experiências ligadas ao patrimônio histórico e cultural, o que contribui diretamente para a formação do historiador e do futuro professor”, afirma André Luiz Leme.
Segundo ele, além de reforçar conteúdos discutidos em sala de aula, a atividade estimulou uma aprendizagem mais ativa e fortaleceu o sentimento de pertencimento ao curso. “Também foi uma experiência importante de integração e de fortalecimento da identidade do Curso de História de Cascavel.”