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Campus de Toledo

Unioeste promove debate sobre autismo e inclusão no cotidiano

  • Texto: Alexander Marques
  • Fotos: Alexander Marques
  • Chapéu da Notícia: Campus de Toledo

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, realizou, nesta quarta-feira (08), uma atividade especial em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Promovido pelo Programa de Educação Especial (PEE), o evento reuniu estudantes, professores, profissionais da área e comunidade externa para discutir o autismo para além do diagnóstico, destacando vivências, desafios e possibilidades de inclusão no cotidiano.

Com o tema “Para além do diagnóstico: o autismo no cotidiano”, a atividade contou com relatos e reflexões que ampliaram o olhar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta foi sensibilizar o público e reforçar a importância de práticas inclusivas em diferentes espaços sociais, especialmente no ambiente acadêmico.

A diretora-geral do campus, professora Patricia Sala, destacou a importância do debate no contexto universitário. Segundo ela, a proposta vai além de discussões teóricas e convida à reflexão sobre a realidade vivida por pessoas no espectro. “É com grande satisfação que a Unioeste recebe este momento tão necessário de reflexão. Precisamos enxergar as singularidades e potencialidades, promovendo empatia em uma sociedade ainda pouco preparada para a diversidade”, afirmou.

A coordenadora do PEE do campus de Toledo, Denise Dumke, ressaltou a importância da data como um momento de sensibilização e compromisso coletivo com a inclusão no ambiente educacional. “Compreender o autismo é essencial para a promoção de práticas pedagógicas eficazes, reconhecendo que cada estudante possui formas próprias de aprender, se comunicar e interagir com o mundo. Nesse contexto, o PEE desempenha um papel fundamental ao oferecer apoio, orientações e estratégias de adaptação, garantindo direitos e contribuindo para um ensino mais acessível”, destacou.

Um dos convidados da mesa, o estudante Aldo Picini, do curso de Filosofia, relatou sua vivência com o autismo e enfatizou a importância do diagnóstico ao longo da vida. “Eu passei praticamente a vida inteira sem diagnóstico, tentando entender minhas dificuldades de interação e adaptação social. Enfrentei fobia social, esgotamento e momentos muito difíceis. O diagnóstico não resolve tudo, mas muda o jogo: dá nome, contexto e legitimidade ao que vivemos. Hoje, levanto essa bandeira para que outras pessoas não precisem passar pelo mesmo sofrimento”, relatou.

Durante o encontro, os participantes puderam trocar experiências e discutir estratégias que favoreçam a inclusão de pessoas autistas em diferentes contextos, como educação, trabalho e convivência social.

O Programa de Educação Especial do campus de Toledo desenvolve ações voltadas ao acompanhamento de estudantes com necessidades educacionais específicas, além de promover atividades formativas e de conscientização, contribuindo para uma universidade mais inclusiva e acessível para todos.

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