O Cursinho Pré-Vestibular da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), iniciou nesta semana, nos campi de Cascavel e Toledo, mais um ano de atividades. A aula inaugural foi realizada nesta segunda-feira (30) em Cascavel, reunindo os estudantes matriculados nas duas turmas do projeto e suas famílias, e em Toledo nesta terça-feira (31), contando com a participação de pais, estudantes e professores voluntários.
Coordenado pelo diretor de Extensão e Cultura da Unioeste, professor Marcos Freitas de Moraes, o cursinho é um projeto de extensão voltado à preparação para vestibulares e para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), destinado principalmente a estudantes da rede pública de ensino.
Segundo o professor, as aulas inaugurais apresentaram o funcionamento do curso ao longo do ano. “Tivemos a grata satisfação de realizar a aula inaugural com o auditório praticamente lotado, com participação de cerca de 90% dos alunos e também de seus pais. Esse é um momento importante para apresentar o funcionamento do cursinho e reforçar o respeito e o compromisso com um projeto que é pensado com muito cuidado para eles”, destaca.
O projeto atenderá cerca de 130 alunos em Cascavel, com aulas de segunda a sexta-feira, no período noturno, e aproximadamente 100 estudantes em Toledo, com aulas no período vespertino e noturno. A seleção dos participantes ocorre por meio de inscrição online e entrevista socioeconômica, priorizando estudantes da rede pública de ensino e inscritos em programas sociais.
O diretor-geral do campus Cascavel, Geysler Bertolini, deu as boas-vindas aos estudantes e incentivou o contato com a universidade, seus cursos e espaços acadêmicos, destacando a expectativa de recebê-los no próximo ano já como calouros. Ele também convidou os participantes para a UnioXP, evento em que a instituição abre as portas à comunidade para apresentar suas atividades e estrutura.
A diretora-geral campus de Toledo, professora Patrícia Sala, destacou a importância da participação da comunidade acadêmica e das famílias nas atividades promovidas pela universidade. “É uma alegria receber os alunos e os pais, que acompanham e incentivam esse momento de conhecimento. Sabemos que não é fácil conciliar a rotina de estudos, mas é uma oportunidade que precisa ser aproveitada ao máximo. Esse é um projeto que já teve experiência em Cascavel e que, em Toledo, mostrou grande procura, inclusive com lista de espera. Por isso, peço que os estudantes valorizem cada aula, não faltem e aproveitem o que os professores têm a oferecer”, diz.
De acordo com a bolsista técnica do projeto, Samira Franqui Fanti, o acompanhamento da frequência é rigoroso para garantir o aproveitamento das vagas. “Como a procura é maior que o número de vagas, mantemos um controle de presença bastante cuidadoso. Quando há desistência ou excesso de faltas, chamamos novos estudantes da lista de espera, que permanece aberta durante todo o ano”, explica.
Com o sonho de ingressar no ensino superior, o estudante Denilson Souza Fernandes, de Toledo, encontrou no cursinho uma oportunidade de se aproximar da realidade universitária e fortalecer sua preparação para o vestibular. “Conheci o cursinho pelo Instagram da Unioeste e, desde o primeiro momento, senti que queria fazer parte desse projeto. Foi algo que realmente despertou esperança em mim. Sempre tive o sonho de estudar na Universidade desde o ensino médio. Me identifico com a diversidade e com a forma mais humana e acolhedora que a universidade oferece no ensino”, afirma.
“Sinto como se esse fosse o meu lugar, onde quero construir minha história e meu futuro. Participar do cursinho é um passo muito importante, pois meu objetivo é me preparar para o vestibular e conquistar uma vaga em Psicologia. Entrar na universidade não seria apenas uma conquista, mas a realização de um sonho que carrego há muito tempo. Seria algo muito especial para mim”, conclui o estudante.
O coordenador do cursinho pré-vestibular da Unioeste, professor Marcos Freitas de Moraes, ressaltou o caráter público e gratuito da iniciativa, além da importância da integração dos estudantes com o ambiente universitário. “Nosso objetivo é que os estudantes ingressem em uma universidade, de preferência a nossa, que é pública e gratuita. O cursinho dentro da universidade busca justamente essa integração com o futuro ambiente acadêmico. Essa é uma oportunidade de complementar os estudos no contraturno e ampliar o conhecimento. Agradecemos ao Instituto BRF pela parceria, que possibilita manter o projeto gratuito, voltado especialmente aos estudantes de escolas públicas”, afirma.