Inteligência artificial em máquina leva tecnologia Agroindústrial 4.0 ao campo

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Um Projeto que começou no campo. O primeiro passo foi a criação e desenvolvimento do equipamento pelas mãos de um produtor rural, todo manual, cedido há 10 anos para Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e agora  promete fazer a diferença em propriedades, principalmente voltadas à criação de bovino leiteiro: É a tecnologia empregada em um equipamento, antes dependente de ajustes manuais.

De um lado uma prensa mecânica extrusora de grãos com extração de óleo a frio, adquirida em 2010 pelo Programa de Mestrado e Doutorado em Engenharia de Energia na Agricultura (PPGEA) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e do outro a oportunidade sugerida de automatizar este equipamento, que até então só trabalhava coma extração de farelo de soja e girassol  “A criação de bovino leiteiro é uma atividade comum no Oeste do Paraná, mas necessita de alimento volumoso,  obtido na forma de pastagem na propriedade e de concentrado proteico, que normalmente é adquirido na forma de ração ou farelo comercial, onerando o custo da produção”, explica o Prof. do Núcleo de Inovações Tecnológicas da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Reginaldo Ferreira Santos.

A máquina dependia muito do operador para o funcionamento, além de contar com componentes praticamente só mecânicos. A busca por recursos e parceiros seria essencial para essa pesquisa, que começou a acontecer em 2017. Na época, o então mestrando, Cristiano Fernando Lewandoski, orientado pelo professor Reginaldo Ferreira Santos do PPGEA deu início à dissertação com objetivo de inserir componentes eletrônicos com objetivo de automatizar essa prensa. “Participamos no ano de 2017 de uma capacitação oferecida pela fundação PTI junto com o Sistema Regional de Inovação e nesse período concorremos com um projeto e fomos contemplados com a aprovação de um valor de R$ 200.000,00 para a automação da prensa da Empresa ZAMP”, conta Reginaldo. 

O Programa Regional de Formação para o Desenvolvimento Econômico Local com Inclusão Social para o Brasil - ConectaDEL Brasil - resultou do processo de articulação FPTI-BR, com apoio da Itaipu Binacional e demais atores locais, e em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), como uma estratégia de geração de capacidades dos atores locais para o fortalecimento da gestão integrada, de caráter público-privado, com a implementação de cursos de formação, intercâmbio de experiências entre os atores participantes e o cofinanciamento de projetos pilotos voltados ao desenvolvimento territorial.​
Na Edição de 2018, em parceria com o Sistema Regional de Inovação do Oeste do Paraná (SRI-Oeste), foi lançado o CONECTADEL – INOVAÇÃO, que teve como objetivo fomentar o desenvolvimento de soluções e de apoio a laboratórios e centros de pesquisa, tecnologia e inovação entre Universidades/ICT's e Empresas no território. Sendo que, o valor foi repassado aos projetos elaborados e selecionados durante o curso “Promotores para a Inovação e Desenvolvimento”, promovido pelo ConectaDEL – Inovação​.

Em dezembro de 2018 a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) recebeu o primeiro lugar no Prêmio Inova na categoria Instituição de Ensino com Produto Inovador durante o Fórum de Desenvolvimento do Território do Oeste do Paraná, com o projeto que automatizou a prensa extrusora da empresa ZAAMP da cidade de Iracema do Oeste, PR.
Agora, em 2020, Cristiano está no doutorado e vê anos de pesquisa ganharem resultados, com a aprovação de uma proposta no Programa Doutorado Acadêmico para Inovação (DAI). Para desenvolver esse trabalho, o pesquisador receberá no período de estudos, um fomento do CNPq durante os estudos. “A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) está inserindo um conjunto de tecnologias no equipamento, que permitirá a empresa ser mais competitividade no marcado nacional e internacional. Criamos uma nova tecnologia para atender as normas e a exigência do mercado, o principal diferencial é a automação 4.0 desenvolvida para o equipamento, o software de automação e o sistema de cloud para acesso remoto na Nuvem’’, relata Cristiano Fernando Lewandoski Bacharel em Engenharia Elétrica, Mestre em Engenharia de Energia na Agricultura, Aluno de Doutorado de Engenharia de Energia na Agricultura.

Parceria
Os estudos voltados a este equipamento foram possíveis por conta do envolvimento de diversas frentes, como a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundetec), que cedeu o espaço para a instalação do Laboratório Cdter da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), além da empresa Zaamp que possibilitou a máquina ao laboratório da Universidade e a Universidade Adventista de São Paulo (Unasp-EC) onde devem acontecer os testes práticos da máquina.

Até o final desse ano a máquina já deve ser entregue de maneira integral à empresa “A Zaamp já está utilizando algumas tecnologias compartilhadas neste novo modelo. Mas até o final deste ano será entregue a nova versão do software de automação com o sistema de Cloud que vão garantir aos produtores segurança para poder trabalhar com outras culturas e ainda a possibilidade de um rodízio, além de maior produtividade e qualidade e claro, a oportunidade de deixar o equipamento trabalhando sozinho”, finaliza Cristiano.



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