Compromisso: Huop cria serviço de Diálise Intra-hospitalar

Previous Next

O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) recebeu mais três equipamentos de hemodiálise, adquiridos através da doação de R$ 1 mi da Cotriguaçu, cooperativa que disponibilizou o valor para ajudar no combate à pandemia da Covid-19. O equipamento simula a função desempenhada pelo rim, que é limpar e filtrar o sangue. Também foram adquiridos outros dois aparelhos que realizam a osmose reversa, essencial para fornecimento da água no padrão do procedimento.

Dois dos novos equipamentos de hemodiálise serão destinados para a Ala Covid-19, totalizando 4 aparelhos nessa unidade, e um será destinado para a UTI Geral, que contará com dois equipamentos. “Muitos pacientes com Covid-19 evoluem com lesão renal aguda, então a hemodiálise se tornou indispensável na unidade”, diz a enfermeira e coordenadora da Diálise Intra-Hospitalar, Tatiana Vieira. Após a pandemia, os novos equipamentos também poderão suprir demandas das enfermarias do hospital. “Hoje o serviço é realizado apenas na UTI, pois ele precisa ser fixado em um ponto da unidade, junto com o aparelho de osmose para que possa ser feito o procedimento. Futuramente, o projeto é instalar os equipamentos também em outros pontos para realizar a hemodiálise nas enfermarias”, comenta Tatiana. 

A estruturação do serviço de hemodiálise no hospital foi uma das propostas do reitor Alexandre Webber e teve início após o aumento dos números do procedimento, devido à pandemia. Apenas da UTI Geral, os dados apontam em média 37 procedimentos de hemodiálise mensal. Já com a UTI Covid-19, a média subiu para 52 procedimentos mensais. “A maioria destes pacientes são instáveis, ou seja, exige uma diálise mais longa, mais frequente e também uma equipe especializada para isso”, comenta.

No Huop são dois tipos de diálises realizadas: a intermitente, que tem média de duração de 4 horas, e a estendida, com média de duração de 6 a 12 horas. “A primeira é uma diálise mais rápida e não é realizada diariamente, a segunda, é mais lenta. Tudo isso depende da condição clínica do paciente”, explica Tatiana. “É um procedimento extremamente importante e os novos equipamentos devem auxiliar muito para suprir a demanda, que tem aumentado significativamente durante a pandemia”, finaliza o diretor geral do Huop, Rafael Muniz de Oliveira.



Acessos: 217
Imprimir