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Avaliação do Programa PICDT/CAPES - Unioeste


A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) da UNIOESTE vem realizando uma série de diagnósticos visando conhecer a influência de cada programa desenvolvido no âmbito da pesquisa e da pós-graduação, para assim possibilitar uma avaliação precisa que permita planejar de forma adequada sua atuação, auxiliando os pesquisadores da instituição a encontrar formas de viabilizar sua qualificação e seu desenvolvimento científico.

Neste sentido, é apresentada neste documento uma avaliação do PICDT - UNIOESTE, onde se procurou demonstrar o efetivo aumento tanto quantitativo como qualitativo da pesquisa e da pós-graduação relacionada à capacitação do docente da universidade. Foram utilizados dados dos bancos das divisões de pós-graduação institucional, capacitação docente, pesquisa e da coordenação local do PIBIC da PRPPG que compreenderam o período entre 1996 e julho de 2002.

Apesar do PICDT estar se estinguindo na CAPES, espera-se com este documento encontrar subsídios que fortaleçam uma política institucional de capacitação docente, bem como identificar possíveis falhas no sistema de pesquisa e pós-graduação da universidade.

A análise está dividida em três tópicos, o primeiro visa demonstrar o interesse pelos egressos do programa em atuar junto aos cursos de pós-graduação, o segundo relacionando a atuação em atividades de pesquisa pelos projetos cadastrados junto à PRPPG e o terceiro relacionado à participação no Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC).

1 - Egressos da Pós-Graduação atuando em cursos de Pós-Graduação na Unioeste 1996/2002


Dados gerais do programa: no período estudado 112 professores tiveram afastados para capacitação (mestrado ou doutorado), um total de 83 - cerca de 74% - foram bolsistas do PICDT/CAPES, os demais realizaram suas atividades recebendo salário e demais vantagens do exercício do cargo de docente.

  • Do total de 112 egressos, 87 docentes, ou seja, 78% deles, atuaram ou estão atuando em cursos de pós-graduação nos cinco campi da Unioeste.

  • Os campi/centros com maior aproveitamento dos professores egressos, são:
    Centro de Educação, Comunicação e Artes (Cascavel) com 93%;
    Ciências Sociais Aplicadas (Toledo) com 90%;
    Ciências Humanas, Educação e Letras, e Ciências Agrárias (MCR) com 82%;
    Ciências Humanas e Sociais (Toledo) com 80%;
    Ciências Biológicas e da Saúde (Cascavel) com 72%;
    Ciências Sociais Aplicadas (Cascavel) com 70%;
    Ciências Sociais Aplicadas (MCR) com 60%;
    Ciências Exatas e Tecnológicas (Cascavel) com 41%;
    Educação e Letras (Foz) 40%;
    Ciências Sociais Aplicadas (Foz) 33%;
    Engenharias e Ciências Exatas (Toledo) 21%

  • No Centro de Engenharias e Ciências Exatas de Foz do Iguaçu, apenas 01 docente se pós-graduou e não está atuando em curso de pós.



    2 - Egressos da Pós-Graduação em relação à pesquisa período: Janeiro/1996 - Julho/2002


    CAMPUS DE CASCAVEL

    Dos 18 docentes egressos do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, 61%, ou seja, 11 - 07 coordenadores e 04 colaboradores - estão atuando na pesquisa. O restante 39%, ou seja, 07, não atuam.

    Dos 07 docentes egressos do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, 28%, ou seja, 02 (coordenador e colaborador) estão atuando na pesquisa. Cerca de 72%, ou seja, 5 docentes, não atuam.

    Dos 22 docentes egressos do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, 82%, ou seja, 18 (16 coordenadores e 02 colaboradores) estão atuando na pesquisa. O restante 18%, ou 4, não atuam.

    Dos 13 docentes egressos do Centro de Ciências Educação e Artes, 38%, ou seja, 05 (05 coordenadores) estão atuando na pesquisa. Os 08 restantes, ou 62%, não atuam.

    Do total de 60 docentes egressos dos Centros, 60%, ou seja, 36 (29 coordenadores e 07 colaboradores) estão atuando na pesquisa. Os 24 restantes, ou 40%, não atuam.

    Por área do conhecimento

    Podemos observar que a área de Ciências Exatas e da Terra lidera com 100% (08 docentes) de aproveitamento dos egressos na pesquisa;

    Seguida pela área de Lingüística, Letras e Artes com 80% (04 de 05 egressos);

    Ciências Biológicas com 73% (08 de 11 egressos);

    Ciências Agrárias com 71% (05 de 07 egressos);

    Engenharias 67% (04 de 06 egressos);

    Ciências da Saúde 43% (03 de 07 egressos);

    Ciências Sociais Aplicadas 33% (01 de 03 egressos) e

    Ciências Humanas 23% (03 de 13 egressos).

    CAMPUS DE TOLEDO

    Dos 05 egressos, do Centro de Engenharias e Ciências Exatas, 100%, ou seja, os 05 (04 coordenadores e 01 colaborador) estão atuando.

    Dos 08 docentes egressos do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, 62%, ou seja, 05 (coordenadores) estão atuando na pesquisa. 38%, ou seja, 03, não estão atuando.

    Dos 10 egressos do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), 30%, ou seja, 03 estão atuando na pesquisa. 70%, 07 egressos, não atuam.

    Do total de 23 docentes egressos destes Centros, 52%, ou seja, 12, estão atuando na pesquisa.

    Por área do conhecimento

    Podemos observar que no Campus de Toledo a área das Engenharias tem 100% de aproveitamento de seus egressos envolvidos com a pesquisa (06 ao total); seguida pela área de Ciências Sociais Aplicadas com 57% (04 de 07 egressos) e pela área de Ciências Humanas 30%, ou seja, 03 de 10 egressos, atuam na pesquisa.

    CAMPUS DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON

    Dos 05 egressos, do (CCA), 80%, ou seja, 04 (03 coordenadores e 01 colaborador) estão atuando, 01 apenas não está atuando.

    Dos 09 egressos, do (CCSA), 56%, ou seja, 05 (coordenadores) estão atuando, 04, ou 44%, não estão atuando.

    Dos 22 egressos, do (CCHEL), 32%, ou seja, 07 (coordenadores) estão atuando, 15, ou 68%, não estão atuando.

    Do total de 36 docentes egressos destes Centros, 45%, ou seja, 16, estão atuando na pesquisa. 20 egressos, ou seja, 55% (mais da metade), não atuam.

    Por área do conhecimento

    Podemos observar que no Campus de MCR, a área de Ciências Biológicas lidera com 100% de aproveitamento dos egressos, ou seja, 1.

    Em seguida, vem a área de Ciências Agrárias com 75% (03 de 04 egressos);

    Lingüística, Letras e Artes com 50% (03 de 06 docentes);

    Ciências Sociais Aplicadas com 43% (03 de 07 egressos) e

    Ciências Humanas com 29% (04 de 14 egressos).

    CAMPUS DE FOZ DO IGUAÇU

    Dos 08 egressos, do (CEL), 38%, ou seja, 03 (coordenadores) estão atuando, 05 docentes, ou 62%, não estão atuando.

    De 01 egresso (CECE), está atuando.

    Dos 03 egressos, (CCSA), ou seja, (02 coordenadores e 01 colaborador) estão atuando.

    Do total de 12 docentes egressos destes Centros, 58%, ou seja, 7, estão atuando na pesquisa. 05 egressos, ou seja, 42%, não atuam.

    Por área do conhecimento

    Podemos observar que no Campus de Foz do Iguaçu, a área de Ciências Sociais Aplicadas tem aproveitamento de 100% (02 egressos) na pesquisa;

    Seguida pela área de Ciências Humanas com 60% (03 de 05 egressos);

    Lingüística, Letras e Artes 40% (02 de 05 egressos).

    3 - Egressos da Pós-Graduação atuando no Programa PIBIC da Unioeste 1996/2002


  • Dos 112 egressos dos cursos de pós-graduação, pode-se verificar que 49, ou seja, 44% dos docentes, estão atuando como orientadores do Programa PIBIC.

  • Os egressos com maior percentual de atuação no PIBIC estão nas:
    Engenharias e Ciências Exatas (Toledo) 60%;
    Ciências Exatas e Tecnológicas, Ciências Biológicas e da Saúde (Cascavel) 50%;
    Ciências Humanas e Sociais e Ciências Sociais Aplicadas (Toledo) 50%;
    Ciências Exatas e Tecnológicas (Cascavel) 45%;
    Ciências Sociais Aplicadas (Foz) 33%;
    Educação, Comunicação e Artes (Cascavel) 31%;
    Ciências Agrárias (MCR) 20%;
    Engenharias e Ciências Exatas (Foz) 100%.

  • Nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas (MCR), Educação e Letras (Foz) e Ciências Sociais Aplicadas (Cascavel), dos 25 egressos, nenhum esta orientando o PIBIC.

  • Em relação ás áreas de conhecimento, a de maior destaque é a de Ciências Humanas, onde 66%, isto é, 24 dos 36 egressos, estão atuando no PIBIC.

  • Na seqüência vem as áreas de Lingüística, Letras e Artes, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências Exatas e da Terra e, por último, Ciências da Saúde.

    Temos duas alternativas para a questão dos egressos da pós-graduação não estarem no PIBIC:
    1ª - Talvez alguns docentes não estejam apresentando projetos;
    2ª - Os projetos que estão sendo apresentados não estão sendo contemplados.



    4 - Conclusões


    Pode-se afirmar que é positiva a avaliação do programa, pois o esforço na capacitação docente visa, além de enriquecimento pessoal e da capacidade didático científica do profissional, um retorno institucional que deve se traduzir nas atividades relacionadas à pesquisa e à pós-graduação no âmbito da universidade, objetivo este alcançado, como se pode observar pelos dados apresentados. Qualitativamente percebemos uma evolução na divulgação científica e um maior interesse pela abertura de programas de pós-graduação stricto sensu e ao financiamento da pesquisa. Demonstrando que o esforço institucional em cooperação com a CAPES obteve um resultado expressivo.


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