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LIGADURA TUBÁRIA
Método: Procedimento cirúrgico de caráter voluntário para término permanente da fertilidade em mulheres. Feito por Minilaparotomia (intervalo ou pós-parto) ou laparoscopia (somente intervalo). Mecanismos de ação: Bloqueia as trompas de falópio (pela secção, cauterização, anéis ou clips). O espermatozóide é impedido de chegar ao óvulo. Vantagens: Altamente eficaz (taxa de gravidez 0,2 a 1 por 100 mulheres durante o primeiro ano de uso); eficaz imediatamente; permanente; cirurgia simples geralmente sob anestesia local; sem efeitos colaterais a longo prazo; não interfere com as relações sexuais ou função sexual (sem efeito na produção de hormônios pelos ovários). Desvantagens: Pode se arrepender mais tarde (a reversão requer cirurgia complexa, é cara e freqüentemente com disponibilidade limitada); riscos e efeitos colaterais da cirurgia; alto custo inicial (mais do que para vasectomia); dor/desconforto de curta duração após procedimento; requer provedor treinado; Sem proteção para DST/AIDS.
VASECTOMIA
Método: Método cirúrgico que encerra permanentemente a fertilidade em homens. Mecanismos de ação: Pelo bloqueio dos condutos deferentes (ducto ejaculatório) impede a presença de espermatozóide na ejaculação. Vantagens: Altamente eficaz (taxa de gravidez 0,15 a 1 por 100 mulheres durante o primeiro ano de uso); permanente; pequena cirurgia realizada sob anestesia local; menor risco cirúrgico do que a esterilização feminina; sem efeitos colaterais a longo prazo; não interfere com as relações sexuais ou função sexual (sem efeito na produção de hormônios ou espermatozóides pelos testículos). Desvantagens: Pode se arrepender mais tarde (a reversão requer cirurgia especial, é cara e freqüentemente com disponibilidade limitada); não é imediatamente efetivo (requer tempo e até 20 ejaculações) riscos e efeitos colaterais da pequena cirurgia; dor/desconforto de curta duração após procedimento; requer provedor treinado; Sem proteção para DST/AIDS.
DIU
Método: Pequeno dispositivo flexível inserido na cavidade uterina. Os tipos mais recentes são feitos de plásticos e contêm medicação (liberam lentamente pequenas quantidades de cobre ou progestágeno). Mecanismos de ação:
Vantagens: Altamente eficaz (taxa de gravidez 0,5-1,0 por 100 mulheres durante o primeiro ano de uso do T de cobre 380A); não dependente da usuária; eficaz imediatamente; proteção a longo prazo (até 10 anos com o DIU T de Cobre 380A); volta imediata da fertilidade na remoção; poucos efeitos colaterais relacionados ao método; Não interferem nas relações sexuais; Não afetam a amamentação; necessidade de somente uma visita de seguimento; baratos (os que liberam cobre); redução de cólicas menstruais(os que liberam progestágeno). Desvantagens: Necessidade de exame pélvico e avaliação para saber se há infecção no trato genital (ITG), recomendada antes da inserção; podem aumentar o risco de DIP e subseqüente infertilidade para as mulheres com risco de ITG e outras DST (p. ex., HBV, HIV/AIDS); requer pequeno procedimento para inserção e remoção realizados por provedor treinado; A mulher não pode descontinuar no momento que desejar (depende do provedor); aumento de sangramento menstrual e cólicas durante os meses iniciais.
PÍLULAS
As pílulas anticoncepcionais são comprimidos feitos com substâncias químicas semelhantes aos hormônios encontrados no corpo da mulher. Elas impedem a ovulação, evitando assim, a gravidez. Deve-se tomar um comprimido por dia, de preferência na mesma hora. Não se deve comprar pílulas sem receita médica. A pílula que serve para uma amiga, pode ser perigosa para sua saúde.
Elas têm a vantagem de regular o ciclo, de reduzir o fluxo menstrual e
as cólicas. É indicada no tratamento de cistos ovarianos, e as do tipo
trifásico possuem dosagem gradual. Um dos poucos problemas é que entre
5% e 10% das mulheres têm efeitos colaterais (náuseas, retenção de líquido
e manchas na pele). É indicado para mulheres com boa adaptação e nos
casos de ovário policístico (problema causado por distúrbios
hormonais que provocam o aparecimento de cistos). Não recomendável a
mulheres fumantes com mais de 35 anos, para quem tem diabetes grave,
para quem está amamentando, com menos de 16 anos, com pressão altas e
outras doenças cardíacas como varizes e as que já tomaram pílulas
por 5 anos (mesmo que não tenha sido seguidos). Se usada corretamente,
sua eficácia é de 99,1% a 99.7%. : Depende
da usuária, requer motivação e uso diário; esquecimento aumenta índice
de falha; pode postergar o retorno à fertilidade; são possíveis
efeitos colaterais; sem proteção para ITG e outras DST/AIDS.
ANTICONCEPÇÃO INJETÁVEL São injeções com hormônios mensais (estrogênios e progesterona) ou trimensais (somente progesterona com suspensão da menstruação). Em sua composição podemos ter apenas o progestagênio ou em associação de estrogênio. Mensais
- este método apresenta alta
eficácia, não havendo o risco de esquecer tomadas, além de sua absorção
não depender do trato gastrintestinal. Podem ocorrer alterações na
periodicidade do sangramento, particularmente o encurtamento dos
intervalos. Aliás, estas alterações são responsáveis pela
descontinuação do método. Além da irregularidade menstrual, podem
ocorrer queixas de cefaléias, náuseas e irritabilidade. Suas principais indicações são para mulheres que se esquecem de tomar pílula,
doenças psiquiátricas ou quando há intolerância gastrintestinal ao
AHCO. Também podem ser indicados para mulheres com anemia falciforme,
pois previne a anemia e o aparecimento de hemácias anormais. É
aconselhável que se espere um bom tempo após a suspensão do uso para
se engravidar.
Anticoncepção vaginal Ele é introduzido na
vagina e segue os mesmos princípios das pílulas orais. É alternativa
para mulheres que enjoam demais com pílulas orais. Pode ter dificuldade
de colocação por parte de mulheres que não se adaptam aos
anticoncepcionais hormonais por disposição gástrica. As contra-indicações
são as mesmas das pílulas e da camisinha feminina. Sua eficácia é de
99%. A mesma das outras pílulas, segundo o laboratório responsável. Recomenda-se cuidados higiênicos à paciente, devendo sempre lavar bem as mãos antes de manipular a vagina. É importante a paciente estar bem esclarecida, havendo manipulado anteriormente e reconhecendo a abertura vaginal, para com os dedos afastar os pequenos lábios e fazer a colocação do comprimido dentro da vagina. A exemplo dos anticoncepcionais orais deve ser administrado diariamente no mesmo horário (Ex.: após o café da manhã).
ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA (PÍLULA DO "DIA SEGUINTE")
Também denominada de "pós-coito".
Na realidade não é um método contraceptivo, mas sim um recurso que
deve ser utilizado na maneira eventual após ter ocorrido uma relação
sexual dentro do período fértil, sem proteção alguma. É
particularmente útil para aquelas relações sexuais não planejadas e
desprotegidas, tão comuns na adolescência, em casos de violação
sexual ou na presunção de falha de outro método contraceptivo (como
por exemplo o rompimento da camisinha).
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