TEXTOS

 

Apresentaremos a seguir algumas sugestões de textos para serem lidos e discutidos com as crianças. Estes textos foram trabalhados pelo Unisol nas oficinas realizadas nas comunidades.

Clique no título e veja a mensagem
Oração de São Francisco de Assis O Chão e o Pão
A Chácara do Chico Bolacha  A Poesia é...
Bolhas Tempo para tudo
Ou Isto ou Aquilo Aquarela Brasileira
Felicidade Pindorama

 

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Oração de São Francisco de Assis   ( voltar )

(São Francisco de Assis)

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó mestre fazei que eu procure mais:
Consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
amar e ser amado
Pois é dando que se recebe
É esquecendo que se encontra
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se ressuscita para a vida eterna.

 


A CHÁCARA DO CHICO BOLACHA    ( voltar )

  

NA CHÁCARA DO CHICO BOLACHA,

QUE SE PROCURA

NUNCA SE ACHA

 QUANDO CHOVE MUITO

CHICO BRINCA DE BARCO,

PORQUE A CHÁCARA VIRA CHARCO

 QUANDO CHOVE NADA,

CHICO TRABALHA COM A ENXADA

E LOGO SE MACHUCA

E FICA DE MÃO INCHADA.

 POR ISSO, COM CHICO BOLACHA

QUE SE PROCURA NUNCA SE ACHA.

 DIZEM QUE A CHÁCARA DO CHICO

SÓ TEM CHUCHU

E UM CACHORRO COXO

QUE SE CHAMA CAXAMBU.

 OUTRAS COISAS, NINGUÉM PROCURE,

PORQUE NÃO SE ACHA.

COITADO DO CHICO BOLACHA.

 


Bolhas    ( voltar )

 Olha a bolha d’água no galho!

    Olha o orvalho!

 Olha a bolha de vinho na rolha!

                        Olha a bolha!

 Olha a bolha na mão que trabalha

 Olha a bolha de sabão na ponta da palha brilha, espelha e se espalha

 Olha a bolha!

 Olha a olha que molha a mão do menino:

 A bolha de chuva na calha!

                                                                                           Cecília Meireles


Ou isto ou aquilo    ( voltar )

 Ou se tem huva, ou se tem sol

Ou se tem sol e não se tem chuva!

 Ou se coloca a luva e não se põe o anel,

Ou se põe o anel e não coloca a luva!

 Quem sobe nos ares não fica no chão,

Quem fica no chão não sobe nos ares.

 É uma grande pena que não posso

Estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

 Ou guardo dinheiro e não compro doce,

Ou compro doce e gasto o dinheiro.

 Ou isto ou aquilo... Ou isto ou aquilo...

E vivo escolhendo o dia inteiro

                                                                  Cecília Meireles 


FELICIDADE    ( voltar )

 Felicidade foi embora

e a saudade no meu peito ainda mora

E é por isso que eu gosto lá de casa

porque sei que a falsidade não vigora

 A minha casa fica

lá detrás do mundo

onde eu vou em um segundo

quando começo a cantar

 O pensamento parece

uma coisa a toa

mais como é que a gente voa

quando começa a pensar

                                                                            Lupiscínio Pereira


          O CHÃO E O PÃO     ( voltar )

 

              O chão 

              O grão

              O grão no chão

                                O pão

                                O pão e a mão

              A mão no pão

              O pão na mão

              O pão no chão ?

              Não.

                                                                                               Cecília Meireles


A poesia é...    ( voltar )

 

 A poesia é sonho.

Não nasceu para ser trancafiada

Fantasmagoricamente escondida,

Reprimida ou escrava

Sem canção.

A poesia é realidade

Deve alçar vôo e pousar

Em cada vida humana.

Compor canções de alegria,

Como pássaro benfazejo em revoada.

E, na beira da estrada da existência,

Jogar água na boca do sedento.

                                                                                    Amarildo Ferrari, Equipe Mundo Jovem.


Tempo para tudo   ( voltar )

Eclesiastes 3,1-8

  Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.

Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir.

Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar.

Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.

Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.


Aquarela Brasileira    ( voltar )

 Brasil

Meu Brasil brasileiro

Meu mulato inzoneiro

Vou cantar-te nos meus versos

O Brasil, samba que dá

Bandoleiro que faz gingá

O Brasil, do meu amor

Terra de Nosso Senhor

Brasil!

Pra mim...

Pra mim...

Pra mim...

O abre a cortina do passado

Tira a mãe preta do serrado

Bota o rei gongo no congado

Brasil!

Brasil!

Deixa cantar de novo o trovador

À merencórea luz da lua

Toda canção do meu amor...

Quero ver a “sá-dona” caminhando

Pelos salões arrastando

O seu vestido rendado

Brasil!

Pra mim...

Pra mim...

Pra mim...

Brasil, terra boa e gostosa

Da morena sestrosa

De olhara indiscreto

O Brasil, samba que dá

Bamdoleiro que faz gingá

O Brasil, do meu amor

Terra de nosso Senhor

Brasil!

Pra mim...

Pra mim...

Pra mim...

Ô esse coqueiro que dá coco

Onde eu amarro a minha rede

Nas noites claras de luar

Brasil!

                                                                        Ari Barroso


Pindorama   ( voltar )

                                                                                                       Transcrição: Carlos Todeschini

 Índio: Pindorama, Pindorama é o Brasil antes de Cabral

Pindorama, Pindorama é tão longe de Portugal

Fica além, muito além do encontro do mar com o céu

Fica além, muito além dos domínios de Dom Manuel

 

Português: Vera Cruz, Vera Cruz quem achou foi Portugal

Vera Cruz, Vera Cruz atrás do Monte Pascoal

Bem ali Cabral viu, dia vinte e dois de abril

Não só viu, descobriu toda terra do Brasil

 

Índio: Pindorama, Pindorama, mas os índios já estavam aqui

Pindorama, Pindorama já falavam tão bem tupi

Só depois vem vocês que falavam tão bem português

Só depois de vocês, nossa vida mudou de uma vez

 

Português: Pero Vaz, Pero Vaz disse numa carta ao rei

Que no altar, sol da cruz,  rezou missa o nosso frei

Mas depois seu Cabral foi saindo devagar

Do país tropical para as Índias encontrar

 

Índio: Para as Índias, para as Índias, mas as índias já estavam aqui

Avisamos: - Olha as índias! Mas Cabral não entende tupi

Se mandou para o mar ver as índias em outro lugar

Que chabú, deu azar, muitas naus não puderam voltar

 

Português: Mas enfim, desconfio não foi nada ocasional

Que Cabral num desvio viu a terra e disse: -Uau!

Não foi não, foi um vil, foi um plano imperial

Pra aportar seu navio num país monumental.

 

Todos: À Álvares Cabral,  À El rei Dom Manuel

ao Índio do Brasil, ainda quem me ouviu

Vou dizer descobri, o Brasil tá inteirinho na voz

Quem quiser vem ouvir Pindorama tá dentro de nós

À Álvares Cabral, À El rei Dom Manuel

ao índio do Brasil e ainda quem me ouviu

Vou dizer vem ouvir, é um país muito sutil

Quem quiser descobrir, só depois do ano dois mil.