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A maioria dos solos do Paraná são ácidos, ou seja, apresentam grande concentração de íons hidrogênio e/ou alumínio no solo. A acidez dos solos promove o aparecimento de elementos tóxicos para as plantas (Al) além de causar a diminuição da presença de nutrientes para as mesmas. As conseqüências são os prejuízos causados pelo baixo rendimento produtivo das culturas. Portanto, a correção é considerada como uma das práticas que mais contribui para o aumento da eficiência dos adubos e conseqüentemente, da produtividade e da rentabilidade agropecuária. A correção
adequada do pH do solo é uma das práticas que mais benefícios traz ao
agricultor, sendo uma combinação favorável de vários efeitos dentre
os quais mencionam-se os seguintes: • eleva o pH; • fornece Cálcio e Magnésio como nutrientes; • diminui ou elimina os efeitos tóxicos do Alumínio, Manganês e Ferro; • diminui a "fixação" de fósforo; • aumenta a disponibilidade do NPK, cálcio, magnésio, enxofre e Molibdênio no solo; • aumenta a eficiência dos fertilizantes; • aumenta a atividade microbiana e a liberação de nutrientes. tais como Nitrogênio, fósforo e boro, pela decomposição da matéria orgânica; • aumenta a produtividade das culturas como resultado de um ou mais dos efeitos anteriormente citados. Muitos
materiais podem ser utilizados como corretivos da acidez do solo. Os
principais são: cal virgem, cal apagada, calcário calcinado, conchas
marinhas moídas; cinzas; calcário (sendo este o mais utilizado, etc).
Tanto a eficiência como o preço é bastante variado para cada tipo de
corretivo. Corretivos
com qualidade baixa são em geral mais baratos mas em compensação,
devem ser usados em quantidades maiores para corrigir a acidez dos
solos. O aumento da quantidade também aumenta o custo do transporte até
a propriedade, bem como o custo da aplicação por área de terra
corrigida. Assim, o custo final da correção da acidez do solo com um
corretivo barato, mas de baixa qualidade, pode ser maior do que com um
corretivo mais caro, mas de melhor qualidade. Portanto o corretivo mais
vantajoso para o agricultor e que deverá ser o escolhido, é aquele que
corrige a acidez dos seus solos pelo menor custo. Assim, a qualidade e o
custo posto na lavoura são os dois pontos fundamentais que o agricultor
deve considerar na escolha do corretivo. A
efetividade do corretivo é dado pelo valor do PRNT, ou seja, poder
relativo de neutralização total. Quanto maior for o seu PRNT, ou
quanto mais próximo de 100 ele for, mais rápido e mais efetivo este
corretivo será. Somente
através da análise química do solo pode-se chegar à quantidade de
calcário a aplicar, portanto a falta ou o excesso podem prejudicar as
plantas. Para
obtermos os efeitos esperados, o calcário deverá ser aplicado, três
meses, ou mais, antes de qualquer cultura para que o corretivo tenha o
tempo necessário para neutralizar a acidez do solo com eficácia. Recomendamos
efetuar a distribuição o mais uniforme possível, prática que muito
depende da maquinaria disponível. Porém, a distribuição com
espalhadeiras que aplicam o calcário em linhas próximas sobre o solo
representam, atualmente, a melhor alternativa. Uma boa incorporação do calcário no solo é fundamental para que seja eficiente, ou seja, reaja com a maior quantidade possível de solo em menor tempo. Dependendo das condições de tempo e de maquinaria disponível, recomendamos ainda, fazer a incorporação do calcário das seguintes formas: Para
quantidades iguais ou inferiores a 4 toneladas por hectare (t/ha), fazer
a aplicação toda de uma só vez, e logo após gradear. Em seguida arar
e novamente gradear. Para
quantidades superiores a 4 t/ha recomenda-se dividir a aplicação,
colocando-se a metade no primeiro ano de cultivo e o restante no ano
seguinte. Quando utilizadas as doses recomendadas, o efeito da calagem é igual ou superior a 5 anos. Isto quer dizer que novas aplicações de calcário só deverão ser feitas após este período, mediante nova análise de solo. Devemos observar que o calcário é apenas um corretivo da acidez do solo e não adubo.
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