1968: ano da luta mundial contra-hegemônica

O ano de 1968 marcou um evento histórico das lutas contra-hegemônicas, das lutas contra a ordem estabelecida no mundo contemporâneo. Neste mesmo ano, sem que houvesse qualquer planejamento, em todas as partes do mundo eclodiram movimentos de contestação protagonizados por todos aqueles que viviam sob a opressão, fosse ela cultural, racial, política, econômica, imperialista.

Na França a rebelião estudantil atingiu não apenas a política educacional do governo francês. Ao lado dos estudantes, mobilizaram-se também os trabalhadores por meio de greves, ocupações e fábrica lutando contra o modelo de exploração que obrigava os homens a trabalharem com máquinas.

No Brasil estudantes e trabalhadores lutavam contra o governo autoritário imposto pelos militares e seu compromisso com os interesses imperialistas.

No restante da América Latina - México, Argentina, El Salvador também foram deflagrados diversos movimentos de estudantes e operários.

Nos Estados Unidos, jovens e trabalhadores protestavam contra a Guerra dos EUA contra o Vietnã. Ao lado disso os movimentos pela ampliação dos direitos civis para a população negra atingia níveis violentos. Os grupos radicais como Panteras Negras ganharam grande adesão, principalmente após o assassinado do líder negro Martin Luter King.

No outro lado do mundo, em Tókio, capital do Japão, estudantes lutaram contra a guerra promovida pelos EUA contra o Vietnã. Os estudantes realizaram uma marcha de 1200 Km protestando contra a escala de aviões norte-americanos a caminho do Vietnã.

A luta global que se realizou neste período trouxe para o centro do cenário político as massas exploradas e revelou sua capacidade de revolta e transformação. Esse é um significado do ano de 1968 que precisa ser lembrado, para que todos os acontecimentos que marcaram o final desta década sejam mais do uma simples história do passado.

Bibliografia
Osvaldo Coggiola, Artigo 1968: O ano revolucionário. Extraído em 06 de Junho http://www.conlutas.org.br